06/08/2017

Parasita transforma abelhas em zumbis


Abelhas são oficialmente um dos animais mais temidos da Terra desde que elas mataram o Macaulay Culkin em Meu Primeiro Amor, mas agora o nível de medo que elas causam acaba de subir: além das abelhas, você pode esbarrar também com uma abelha-zumbi.
Não precisa se preocupar, caso a abelha não vai te transformar em um morto-vivo, caso você entre em contato com ela. Na verdade, nessa história, a maior vítima é o inseto zumbi.
 Tudo começa quando uma abelha está voando tranquila por aí até que, de repente, uma espécie de mosca conhecida pelo Apocephalus borealis se aproxima. O animal sobe na abelha e injeta seus ovos nela, por meio de uma ferroada no tórax do futuro zumbi. A partir daí a coisa fica complicada para os bichinhos que fazem mel. As larvas começam a controlar as abelhas - fazem elas mudarem seus hábitos, como começarem a voar durante a noite - e, enquanto isso começam a devorar os animais por dentro. Em pouco tempo, os músculos das asas são comidos, e a abelha não pode fazer nada, além de rastejar pelos cantos. Entre 7 e 13 dias depois do ataque da Apocephalus, as larvas começam a emergir do tórax da abelha. Igualzinho em Alien, do Riddle Scott.

Apocephalus borealis já havia sido identificada em 1924 pelo entomologista (estudioso de insetos) americano Charles Thomas Brues, porém, naquele período acreditava-se que ela agia principalmente atacando formigas e moscas sem asas. Sua relação com as abelhas só foi percebida em 2012, quando o também entomologista americano John Hafernik, da Universidade de São Francisco reparou que muitas das abelhas com que cruzava estavam rastejando pelo chão. Hafernik separou algumas espécimes e reparou que as pequenas moscas tentavam atacar suas abelhas. 
Apesar de ter sido percebido a pouco tempo, os parasitas já parecem agir de maneira epidêmica. Hafernick afirma que 80% das colméias que ele analisou em São Fracisco haviam sido infectadas. E o problema não é regional. Um site, o ZomBee Watch, foi criado para tentar documentar com mais precisão o número de insetos infectados. Nele, pessoas espalhadas pelos Estados Unidos acham abelhas que suspeitam ter sido zumbificadas e enviam para análise. Mais de 800 amostras de animais já foram enviadas para Hafernik. E as notícias não parecem boas para o cenário das abelhas. "Nós não temos notícia de nenhuma abelha que tenha sobrevivido ao parasita", afirmou o entomologista ao New York Times.

Felipe Germano
super

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