07/10/2017

Estudo conclui que mulheres sentem menos prazer que os homens no sexo casual



Na maior parte das sociedades evoluídas, a divisão dos hábitos sexuais entre homens e mulheres está desaparecendo. Ambos buscam cada vez mais saciar suas necessidades e obter prazer de maneira igualitária. Mas pesquisas feitas em diversas universidades americanas mostram que o resultado disso não é tão equilibrado assim. 


"A noção de liberdade sexual, onde homens e mulheres possuem o mesmo acesso ao sexo casual, assume que o sexo é prazeroso de maneira semelhante para ambos. Mas essa parte do jogo ainda não está nivelada", diz Kim Wallen, professora de neuroendocrinologia da Emory University, no estado da Geórgia.
 
Um estudo feito junto com as universidades de Indiana e de Binghamton e que inclui a análise de 600 estudantes universitários concluiu que as mulheres têm uma propensão duas vezes maior a atingir o orgasmo em relações sérias do que em encontros casuais. Outra pesquisa ainda ampla, feita com 24 mil estudantes de 21 universidades diferentes ao lngo de cinco anos, mostra que, enquanto apenas 40% das mulheres alcançam o orgamos em relações casuais, entre os homens este índice é de 80%. 

Sexo (Foto: Shutterstock)

 

É claro que parte dessas estatísticas podem ser atribuídas ao egoísmo masculino em encontros de uma noite apenas. Ficou comprovado que homens se dedicam menos à satisfação da mulher nesse tipo de relação. Junte-se a isso uma timidez feminina em dizer ao seu parceiro quais suas preferências logo no primeiro encontro, e o resultado é que, pelo menos no que se refere ao orgasmo, os homens teoricamente tiram mais proveito dessas situações. 
Por outro lado, isso pode não significar uma desvantagem. Vários pesquisadores dizem o que todo homem já ouviu de alguma mulher: que orgasmo não é tudo numa relação, e que mesmo sem gozar, a experiência pode significar algo muito prazeroso para elas. "Sexo sem ligações possui benefícios carnais e emocionais que não dependem do orgasmo, como a espontaneidade, o relaxamento e a liberdade", diz a doutora Debra Herbenick, da Indiana University.

GQ

Nenhum comentário:

Postar um comentário