23/10/2017

Mais de R$ 3.75 milhões de recompensa para quem achar assassino de blogueira



O governo de Malta informou neste sábado que está oferecendo uma recompensa de 1 milhão de euros (3,75 milhões de dólares) por informações sobre os responsáveis pelo assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, que mantinha um blog no qual denunciava casos de corrupção no governo maltês, ela foi assassinada na segunda (16), em seu carro, que explodiu com uma bomba colocada no interior do veículo.

A explosão ocorreu por volta das 15h locais da segunda (16 de outubro, 11h de Brasília) quando Daphne estava saindo de sua casa na cidade de Mosta, próximo à capital Valletta. O carro da blogueira ficou totalmente destruído.

“Este é um caso de extraordinária importância que requer medidas extraordinárias”, informou o governo, que garante também a proteção de quem fizer a denúncia. O primeiro-ministro Joseph Muscat disse ao parlamento na quarta-feira que o governo ofereceria uma recompensa “substancial” a qualquer pessoa com informações sobre o crime.
Caruana Galizia, que criticou regularmente Muscat em seu blog, um dos mais populares de Malta, foi morta na segunda-feira em um ataque a bomba que destruiu seu carro. O primeiro-ministro acredita que pessoas de fora de Malta foram responsáveis pela morte da repórter. Especialistas da Holanda, da Itália e dos Estados Unidos já trabalham no caso.
Enquanto tentam acessar os arquivos que a jornalista mantinha em seu computador, os investigadores discutem diferentes hipóteses para o crime, como a máfia, as milícias líbias ou os narcotraficantes que operam nessa região do Meditarrâneo, segundo a imprensa local.
Os filhos de Caruana, Matthew, Andrew e Paul, criticaram o governo de Malta, que classificaram de “mafioso” e pediram que Muscat renuncie ao cargo, considerando-o responsável pela impunidade no país.

Caruana: ‘Canalhas por todos os lados’

A jornalista de 53 anos revelou a participação de membros do governo de Malta no escândalo fiscal Panama Papers. Muscat, primeiro-ministro desde 2013, adiantou em um ano as eleições depois que seu ministro da Energia, seu chefe de gabinete e até mesmo sua esposa foram acusados ​​de terem contas em paraísos fiscais.
No início deste ano, a revista americana Politico colocou Caruana Galizia entre as “28 personalidades que fazem a Europa avançar”, descrevendo-a como um “WikiLeaks inteiro em uma única mulher, que realizou uma cruzada contra a falta de transparência e corrupção em Malta “.
A jornalista estava sendo processada por difamação devido a vários artigos que escreveu em seu blog. Ela havia prestado queixa na polícia há duas semanas dizendo que estava recebendo ameaças. “Há canalhas para todos os lados para onde você olha agora. A situação é desesperadora”, escreveu em uma postagem meia hora antes de sua morte.

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Reuters
AFP
EFE
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