21/10/2017

O negócio lucrativo que transforma pessoas mortas em objetos



Há alguns anos que a indústria “do final da vida”, como ela é vulgarmente conhecida, tem tido um grande crescimento em várias partes do planeta. A ideia de se lembrar de pessoas queridas por meio de objetos úteis que seus parentes e amigos possam usar no cotidiano e passá-los de geração a geração pode ser algo controverso, porém está ganhando cada vez mais adeptos.

Jason Leach é o fundador de uma empresa inglesa que fabrica discos de vinil com as cinzas da pessoa falecida. O processo é o mesmo utilizado na elaboração de qualquer vinil, adicionando as cinzas (humanas ou de animais de estimação) em uma das etapas da produção. São os clientes que decidem o conteúdo gravado em cada disco: pode ser a voz de seus entes queridos, a música que eles gostavam de ouvir, orações religiosas, etc. Ele pode custar até 4 mil dólares.

Rinaldo Willy teve outra ideia para recordar os mortos: transformar suas cinzas em diamantes. Esse cristal está composto quase inteiramente por carbono. Quando um corpo humano é cremado, aproximadamente 1,5% de suas cinzas contém esse material. A empresa de Willy o utiliza para criar pedras preciosas em seu laboratório em poucas semanas. Seu preço oscila entre 3.600 e 16.500 dólares.

Por fim, nos Estados Unidos, Justin Crowe usa as cinzas dos falecidos como material para cerâmica. Sua empresa, Chronicle Cremation Designs, fabrica vasos de flores, urnas, velas, joias e até xícaras de café com uma fórmula que combina sílex, minerais, argila e... cinzas humanas. É possível comprar souvenirs a partir de 195 dólares.  



BBC
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