06/11/2017

Lula deve ou não se aliar a golpistas?





No domingo(29), ao encerrar sua caravana em Minas Gerais, na Praça da Estação, em Belo Horizonte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva soltou uma frase emblemática. Disse que "perdoa os golpistas" – o que praticamente liberou o PT para fechar alianças com forças que apoiaram o golpe de 2016.

Ato contínuo, o pré-candidato do PT em São Paulo, Luiz Marinho, um dos políticos mais próximos a Lula, afirmou que o PT deve jogar para vencer em 2018, abrindo-se para alianças.
Essa discussão foi o tema do programa "Leo ao Quadrado", da TV 247, em que Leonardo Attuch e Leonardo Stoppa, debateram os prós e contras dessa política de alianças.
Para muitos telespectadores, golpistas não merecem perdão. E se Lula de fato se aproximar de políticos do PMDB ou de outras legendas que apoiaram o golpe, ele se tornará vulnerável ao mesmo tipo de chantagens e pressões que vitimou a presidente deposta Dilma Rousseff. Outros avaliaram que Lula deve ser pragmático e que deve lutar para vencer, uma vez que, só com a reconquista do poder, será possível anular os retrocessos trazidos por Michel Temer – basta citar a volta ao mapa da fome, o desemprego recorde, a liberação do trabalho escravo e a anulação dos direitos trabalhistas, entre tantos outros.
A solução ideal, apontada no debate, seria uma renovação completa do Congresso em que um dos critérios, que tem o apoio editorial do 247, seria a não reeleição de qualquer político que tenha apoiado o golpe de 2016. Afinal, quem desrespeitou o voto dos brasileiros nas últimas eleições presidenciais não merece o voto de ninguém.




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Brasil 247

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