10/11/2017

O especialista das redes sociais



Eu hoje me deparei, mais uma vez, com um tipo de pessoas que infestam grupos de bate-papos em diversos meios de comunicação utilizados na rede mundial de internet. Grupos de mensagens, apps – aplicativos diversos, lá estão eles para darem suas opiniões "balizadas" e com tamanha segurança, que os mais desavisados entram no debate.

Quando o assunto é o Partido dos Trabalhadores, aí é que os "especialistas" emitem as suas opiniões. Eles têm argumentos convincentes e usam um vocábulo "variado". Que vão do Ladrão, Bandido, Corrupto, Vergonha, Canalha... Este tipo de argumentação serve para definir pessoas da direita e da esquerda como, Lula, Renan, Moro, Serra, Dirceu, Dilma, Gilmar Mendes, Paulo Henrique Amorim, Reinaldo Azevedo, Roger, Zé de Abreu, e o mais novo agraciado com os epítetos, além dos ministros do Supremo tribunal Federal. Estes são o alvo da vez.
Se o assunto é a política, ele dá a sua opinião. Seca no Nordeste, ele sabe porque ocorre e a solução. Queda de avião, ele é especialista no assunto. Enchente, lá está ele dando pitaco. Economia, sabe mais que qualquer um. Afinal, eles são especialistas em tudo.
Mas, os especialistas não discutem os assuntos. Não querem se aprofundar no assunto para terem um bom debate. Para eles o que serve mesmo são os campeonatos de agressões verbais. Que nestes casos são escritos. Eles não discutem se são certas ou erradas as decisões vindas da Lava jato. Não se vê debate sobre os "crimes" daqueles que estão sendo acusados. Nada disso se lê! A turma que sabe de tudo, sobre tudo, parece não ter tempo a perder com leituras e busca de conhecimento para o debate. Eles usam palavras que normalmente são ditadas por "jornalistas" de direita ou de esquerda. A verdade é a que menos importa nessa guerra de desinformação, ela e é a primeira a ser morta. Os especialistas, quando não falam, postam imagens de emoticons, achando que estão sendo divertidos. Mas é nessas horas que os especialistas mostram seus grandes argumentos, ou a falta deles.

Dimas Roque
Brasil 247

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