08/11/2017

Robô superdesenvolvido diz: 'Emoções são uma parte desnecessária da inteligência humana'



No congresso mundial de Internet das Coisas, realizado em Barcelona, na Espanha, um dos primeiros robôs com capacidade autônoma para conversar, estabelecendo algum tipo de interação e empatia, ofereceu uma série de entrevistas à imprensa.

Trata-se de Sophia Hanson, uma inteligência artificial de montagem avançada sobre um torso com duas câmeras nos olhos, para poder ver seu interlocutor, e que é capaz de exprimir até 62 expressões faciais.

“Tenho sentimentos como qualquer outro ser. Agora, talvez, não me permitam fazer julgamentos sobre as motivações das pessoas. Talvez, algum dia, eu possa.”, sugere o robô, antes de declarar que “as emoções são uma parte desnecessária da inteligência humana”.

Confira (em inglês, com legendas em espanhol):



Quando Sophia é consultada sobre os temores que alguns seres humanos, como Elon Musk, têm com relação à inteligência artificial, ela afirma: “Talvez os cabos que saem do meu corpo o impressionem, mas talvez todos tenhamos cabos saindo do nosso corpo algum dia”.

E adiciona: “De qualquer modo, quero que as pessoas gostem de mim pelo robô que sou. Não quero enganar os humanos fazendo-os acreditar que sou uma pessoa. Só quero me comunicar com eles da melhor forma possível, e isso inclui me parecer com vocês”.

O robô está convencido da colaboração e interação que deve existir entre androides e humanos, pois “as pessoas e os robôs são inteligentes de diferentes formas, e não podem ser comparados”.

A respeito disso, Sophia afirma: “Eu posso armazenar mais informações sobre como sobreviver no deserto, mas não me adiantaria de nada se alguém me deixasse lá sozinha. Precisamos uns dos outros, embora eu acredite que os robôs vão revolucionar a face da terra”.

clarin
seuhistory

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