29/01/2018

Caçada a Lula viola direitos de pelo menos 53 milhões de eleitores



A caçada judicial e midiática contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo objetivo explícito é retirá-lo das eleições presidenciais deste ano viola direitos de pelo menos 53 milhões de eleitores brasileiros. 

Este é o piso de eleitores que já se mostram dispostos a votar no ex-presidente no primeiro turno, segundo cálculo feito pelo jornal O Globo neste domingo, 28. O jornal da família Marinho levou em consideração o cenário em que Lula aparece com 36% das intenções de voto, disputando contra seus principais opositores, e a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mostra um colégio eleitoral de 146 milhões de pessoas.
Os outros candidatos precisarão conquistar a preferência de um segmento composto, majoritariamente, por moradores de municípios com até 50 mil habitantes. O maior apoio a Lula se dá na faixa que tem renda familiar de até dois salários mínimos e baixa escolaridade. Além disso, a popularidade de Lula no Nordeste é maior do que nas outras regiões.
O recorte das pesquisas de intenção de voto mostra também que as mulheres não brancas e com mais de 44 anos endossam mais a candidatura do petista. Na maior parte dos casos, segundo o Datafolha, são donas de casa e aposentadas que administram baixos orçamentos familiares. Menções ao desemprego como principal problema do país são muito mais frequentes do que no restante da população, assim como a percepção de que a situação econômica, tanto do Brasil quanto a pessoal, piorou nos últimos meses.
Com base na pesquisa mais recente, divulgada no início de dezembro, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, afirma que o principal efeito da eventual saída de Lula da disputa é o aumento da crise de representação. Segundo ele, 29% dos eleitores do ex-presidente votariam em branco ou nulo nesse cenário.
Na corrida pelo espólio do ex-presidente, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes herdaria 14%, segundo o Datafolha de dezembro. Para Paulino, essa atração deve-se ao fato de Ciro ser nordestino — também já foi governador do Ceará — e pela identificação com Lula, de quem foi ministro.

Brasil 247

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