03/02/2018

Prisioneiros sofreram horrores na Ilha Canibal do Stalin



Regimes totalitários são conhecidos pelas perseguições implacáveis a seus opositores. Na URSS, especialmente sob o comando de Joseph Stalin, foram cometidas algumas das mais brutais violações aos direitos humanos que se tem notícia. Nos anos 1930, o ditador deportou milhares de prisioneiros políticos para um local que ficou conhecido como “A Ilha Canibal”.

A Ilha Nazino é um pedaço de terra isolado no meio de um rio na Sibéria, completamente longe da civilização. O local se tornou um matadouro quando Stalin executou o Grande Expurgo (uma ação que perseguia violentamente pessoas acusadas de ameaçar o regime soviético). Na época, o ditador tinha a ambição de eliminar qualquer um que desafiasse a ordem social que ele buscava construir, incluindo antigos aliados dele no Partido Comunista.
O destino preferencial reservado para os prisioneiros políticos era a gélida região florestal da Sibéria. Milhões de pessoas foram deportadas para lá pelas mais diversas acusações. Em maio de 1933, seis mil prisioneiros foram despejados na costa da Ilha Nazino.
No lugar, não havia locais para se abrigar nem trabalho a ser feito. Tampouco havia algo para comer, então as autoridades começaram a enviar farinha para lá. Quando o primeiro carregamento foi entregue, os prisioneiros avançaram nos soldados, que atiraram na multidão. Quando os presos finalmente tiveram acesso à farinha, eles a comiam crua, misturada com a água do rio, causando disenteria. Em algumas semanas, as pessoas morriam em grande número 
Logo o caos tomou conta da ilha. Sem comida ou lei, os presos começaram a se matar uns aos outros. Muitos apelaram para o canibalismo. Um guarda chamado Kostia Venikov contou que sempre protegia uma jovem prisioneira. Mas quando ele teve que se afastar dela por um momento, a moça foi amarrada a uma árvore. A vítima teve seus seios e músculos cortados e devorados enquanto ainda estava viva. 
Dos seis mil prisioneiros, dois mil sobreviveram até junho.  Os remanescentes foram levados a um campo de trabalhos forçados, onde muitos deles pereceram. A experiência das vítimas da “Ilha Canibal” continua a servir de alerta para os perigos dos regimes ditatoriais.

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