11/04/2018

#LULALIVRE - Globo censura áudio de Chico Pinheiro e confirma preferência por ditadura



Agora que a Globo alcançou seu grande objetivo político que era mandar Lula para a prisão e assim impedir a sua terceira vitória na eleição presidencial, a grande preocupação é mantê-lo preso de preferência perpetuamente.

É o que explica o ataque de seu diretor de Jornalismo Ali Kamel aos comentários em áudio do apresentador Chico Pinheiro que questionaram a legalidade das acusações a Lula e até a cobertura visivelmente parcial da emissora nesse episódio.


Kamel advertiu claramente que vozes dissidentes não serão toleradas nesse momento em que se quer convencer os brasileiros de que Lula foi preso por ser o maior ladrão da história do mundo e não para impedir sua candidatura presidencial tão temida pela Globo.
A Globo precisa e quer destruir Lula. E aí vem a primeira pergunta incômoda: uma rede de TV pode fazer política? Uma rede de TV pode fazer campanha para destruir presidentes? A lei das telecomunicações permite?
A Globo quer destruir Lula – para início de conversa - porque ele é o político mais popular do país e ninguém pode ser mais popular que a Globo, muito menos algum político.
Se for barbudo, petista e tiver nove dedos, nem se fala.
A Globo precisa ter o monopólio da popularidade para impingir suas condições leoninas aos patrocinadores e pressionar diariamente, 24 horas por dia, vereadores, prefeitos, deputados, ministros, a Polícia Federal, o MPF e o STF, a Câmara dos Deputados e a presidência da República, usando como fachada as suas novelas e shows para entreter a massa ignara, como também as premiações de fim de ano àqueles que vão merecer a sua proteção, desde que não a confrontem, para entreter a elite inculta e bárbara.
A Globo cresceu e enriqueceu seus donos, a família Marinho, durante a ditadura militar. Foram 20 anos de prosperidade. Em 33 anos de democracia não foi a mesma coisa.
A explicação é simples: os ditadores precisavam mais da Globo que a Globo deles. E pagavam o que fosse preciso pelos serviços prestados. Precisavam dela para anestesiar a população por meio de lavagem cerebral até torná-la apática e convencida de que as ditaduras são benfazejas.
Como um regime de força não consegue se manter por muito tempo sem uma forte máquina de propaganda, esse serviço fica muito mais caro do que numa democracia, que não precisa da Globo para sobreviver.
A Globo prefere a ditadura por ser um ambiente mais propício a negócios (escusos), ambiente no qual pode impor as suas próprias regras que podem ser contestadas no regime democrático.
A Globo prefere a ditadura porque na democracia seu monopólio pode um dia ser contestado e para desligar o sinal, como já vimos no passado, é pa-pum.
A Globo prefere a ditadura porque na democracia algum dia irão questionar se é normal uma emissora comandar uma rede de centenas de outras emissoras de TV, rádio, jornais e revistas.
Irão questionar se é democrático uma emissora tornar-se a dona da seleção brasileira de futebol e do maior carnaval do mundo e das maiores verbas publicitárias.
Na ditadura, o governo precisa mais da Globo que a Globo do governo. Na democracia, a Globo precisa mais do governo que o governo da Globo.
E quem gosta e precisa de uma ditadura precisa manter a sua ditadura interna.
Precisa manter a sua censura interna, como Kamel advertiu.
Durante a incansável campanha para derrubar Dilma algumas pessoas imaginavam que a Globo queria fazer isso porque estava com Temer. Será? A Globo não está com ninguém. Está com o lado de onde puder lucrar mais.
A partir de maio do ano passado, a Globo claramente colocou todas as suas tropas na linha de frente com o propósito de atacar Temer. E Temer foi atacado de todas as formas possíveis e continua sendo.
Ah, foi porque ele não fez a reforma da Previdência e Maia em seu lugar poderia fazer? Foi retaliação do Projac?
Pode ser. Acabar com as aposentadorias dos brasileiros estava e continua na agenda da Globo. Mas também pode ser uma forma de pressionar o governo para se livrar de multas ou obter determinados benefícios.
Para que derrubar um governo fraco se um governo fraco é mais vulnerável a pressões?
A outra hipótese para a blitzkrieg contra Temer pode ser a criação de um clima favorável a se tornar necessária uma intervenção militar para estabelecer a ordem.
Com Lula o caso é diferente. A Globo quer destruir Lula por saber que no próximo governo ele não será tão condescendente com ela como foi no passado e não vai fechar os olhos à sua atuação no campo político, vedada segundo as regras das telecomunicações, dentre outros fatos desabonadores já revelados timidamente no escândalo da Fifa em que caíram Marin, J. Hawilla, Ricardo Teixeira e outros figurões, todos com laços estreitos com a Globo.
A Globo quer destruir Lula antes de ser destruída por ele.
Dentro da lei, que a Globo não cumpre.

Leia o comunicado de Ali Kamel na íntegra:
Em e-mail no ano passado, eu alertei para o uso de redes sociais. Na ocasião, lembrei que jornalistas, de forma não proposital, publicavam fotos em que marcas apareciam. Eu alertei então para aquilo que todos nós sabemos: jornalistas não fazem publicidade e que todo cuidado é pouco para evitar que nossos espectadores equivocadamente pensem que se descumpre esse preceito.
Hoje, volto a falar sobre o uso de redes sociais. O maior patrimônio do jornalista é a isenção. Na vida privada, como cidadão, pode-se acreditar em qualquer tese, pode-se ter preferências partidárias, pode-se aderir a qualquer ideologia. Mas tudo isso deve ser posto de lado no trabalho jornalístico. É como agimos. Daí porque não se pode expressar essas preferências publicamente nas redes sociais, mesmo aquelas voltadas para grupos de supostos amigos. Pois, uma vez que se tornem públicas pela ação de um desses amigos, é impossível que os espectadores acreditem que tais preferências não contaminam o próprio trabalho jornalístico, que deve ser correto e isento. Como entrevistar candidatos, se preferências são reveladas, às vezes de forma apaixonada? O mais grave é que, quando os vazamentos acontecem, as vítimas, com toda a minha solidariedade, dizem que foram mal interpretadas. Não importa, o dano está feito. A Globo é apartidária, independente, isenta e correta. Cada vez que isso acontece, o dano não é apenas de quem se comportou de forma inapropriada nas redes sociais. O dano atinge a Globo. E minha missão é zelar para que isso não aconteça. Portanto, peço a todos que respeitem o que está em nossos Princípios Editoriais (e nos dos jornais sérios de todo o mundo):
"A participação de jornalistas do Grupo Globo em plataformas da internet como blogs pessoais, redes sociais e sites colaborativos deve levar em conta três pressupostos: (...) 3- os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e devem levar isso em conta em suas atividades públicas, evitando tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção."
É com isso em mente que envio esse e-mail.


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Alex Solnik
Brasil 247

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