31/05/2018

CORRUPÇÃO SINDICAL - PTB e SOLIDARIEDADE na mira da Polícia Federal, braço direito de Roberto Jefferson já foi preso

Norberto Martins, Secretário nacional do PTB, deputados federais Paulinho da força, Jovair Arantes e Wilson Filho; e Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB


A operação "Registro Espúrio", da Polícia Federal, é o desdobramento de uma ação que  investiga o caso há um ano, no qual foi descoberto “amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares”.

São apurados os crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.
Os principais alvos da operação são os partidos PTB e SOLIDARIEDADE.
O ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou buscas nas sedes do PTB e do Solidariedade, no Ministério do Trabalho, na Câmara e nos gabinetes dos deputados: Paulinho da Força, do Solidariedade, suspeito de usar um intermediário para fazer demandas aos funcionários do Ministério; Jovair Arantes, do PTB, citado em diálogos de envolvidos e Wilson Filho, também do PTB, que direcionava pedidos para beneficiar sindicatos.

Ademir Camilo, do MDB, que se afastou da Câmara em abril, também foi alvo de buscas.

Policiais federais também estiveram na liderança do PTB da Câmara. A PF prendeu funcionários do Ministério, mas a polícia ainda não conseguiu prender o secretário executivo, Leonardo Arantes, que está na Inglaterra. Ele é sobrinho do deputado Jovair Arantes.

O ex-deputado e presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, pivô do escândalo do Mensalão do PT, também foi alvo de busca e apreensão  da operação Operação Registro Espúrio.

Do PTB, foi preso o secretário-geral nacional do partido, Norberto Paulo de Oliveira Martins, braço direito do ex-deputado Roberto Jefferson, que já cumpriu pena no mensalão.

A ação da PF cumpre 64 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e 15 mandados de prisão temporária, além de outras medidas cautelares. Os mandados são cumpridos no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Goiás, do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, de Santa Catarina e Minas Gerais.

De acordo com os investigadores, funcionários do Ministério do Trabalho privilegiavam registros de sindicatos ligados aos políticos, sem respeitar a ordem de chegada; os sindicatos beneficiados pagavam os envolvidos por meio de contratos fictícios. A investigação quebrou os sigilos bancário e de e-mails, e a PF filmou negociações dos suspeitos.

A Operação Registro Espúrio foi realizada em Brasília e em mais sete estados. A conclusão dos investigadores é que havia um amplo esquema de corrupção no Ministério, loteado entre o PTB e o Solidariedade.


Entenda o esquema


Segundo petição enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no decorrer do inquérito, a Polícia Federal identificou a existência de um esquema criminoso estruturado em cinco núcleos de atuação: administrativo, político, sindical, captador e financeiro. A petição menciona pagamentos de até R$ 4 milhões pela liberação de um único registro sindical.
“Cerca de dez servidores da pasta integram o núcleo administrativo, que tinha a incumbência de viabilizar as fraudes que incluíam o desrespeito à ordem cronológica dos requerimentos e o direcionamento dos resultados dos pedidos”, explica a PGR.
Paralelamente, o núcleo político seria formado por parlamentares e ex-parlamentares que atuavam indicando e mantendo em cargos estratégicos da Secretaria de Relações do Trabalho do MTE os servidores que faziam parte do esquema. Aos integrantes do núcleo sindical cabia fazer o contato com os funcionários públicos encarregados de operacionalizar as fraudes.

Já os captadores seriam lobistas e advogados que faziam a intermediação entre os sindicados interessados em registros com os demais integrantes da organização criminosa. “O esquema se completava com a atuação do núcleo financeiro que viabilizava os pagamentos (das entidades sindicais para os envolvidos) por meio da simulação de contratos fictícios de trabalho”.

com conteúdo
El País
G1
Folha
Agência Brasil

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