11/11/2018

Projeto Manhattan

Albert Einstein e Leo Szilard


O Projeto Manhattan, ou formalmente Distrito de Engenharia de Manhattan, foi um esforço durante a Segunda Guerra Mundial para desenvolver as primeiras armas nucleares pelos Estados Unidos da América com o apoio do Reino Unido e do Canadá.

O projeto foi dirigido pelo General Leslie R. Groves e a sua pesquisa foi dirigida pelo físico estadounidense judeu J. Robert Oppenheimer, após ter ficado claro que uma arma de fissão nuclear era possível e que a Alemanha Nazista estava também a investigar tais armas para si.
Embora tenha envolvido pesquisa e produção em treze locais diferentes, o Projeto Manhattan foi largamente desenvolvido em três cidades científicas secretas que foram estabelecidas por poder de domínio eminente: Hanford, em Washington, Los Alamos, no Novo México e Oak Ridge, no Tennessee.
A algumas famílias em Tennessee foram dados avisos de duas semanas para evacuarem as quintas e terras que possuíam há gerações. O laboratório de Los Alamos foi construído em terrenos que eram da Escola Rancho de Los Alamos, um colégio interno privado para rapazes. O sítio de Hanford, que cresceu para quase 1000 milhas quadradas (2600 km²), incorporava terras de algumas quintas e de duas pequenas aldeias, Hanford e White Bluff
O projeto trabalhava na concepção, produção e detonação de três bombas nucleares em 1945.

Os três principais sítios existem hoje como o Sítio Hanford, Laboratório Nacional Los Alamos e Laboratório Nacional Oak Ridge. Em 1945, o projeto empregava cerca de 130.000 pessoas e o seu pico de custo perfazia um total de cerca de US$ 2 bilhões ($21 bilhões em 1996 [1]) Os bombardeamentos atômicos de Hiroshima e Nagasaki mataram centenas de milhares de pessoas imediatamente, e muitos mais após alguns anos.

O Distrito de Engenharia de Manhattan

No verão de 1942, Leslie Groves era deputado do chefe de construção para o Corpo de Engenheiros do Exército e tinha supervisionado a construção do Pentágono, o maior edifício de escritórios do mundo. Almejando um comando além-mar, Groves opôs objeções quando Somervell o incumbiu de liderar o projeto de armamento. As suas objeções foram rejeitadas e Groves demitiu-se da responsabilidade de liderar um projeto que julgava ter poucas hipóteses de sucesso.

Uma seleção de locais nos E.U.A., importantes para o Projeto Manhattan.

A primeira coisa que Groves fez foi rebatizar o projeto como O Distrito Manhattan (The Manhattan District). O nome evoluiu do costume do Corpo de Engenharia de renomear os distritos com o nome da cidade principal (o quartel-general de Marshall na cidade de Nova Iorque). Ao mesmo tempo, Groves era promovido a Brigadeiro General, o que lhe conferiu a graduação julgada necessária para lidar com os cientistas veteranos do projeto.
Cerca de uma semana após a sua nomeação, Groves tinha resolvido os problemas mais urgentes do Projeto Manhattan. A sua maneira de ser rigorosa e eficaz tornar-se-ia em breve familiar para os cientistas atômicos.
O primeiro grande obstáculo científico ao projeto foi resolvido em 21 de Dezembro de 1942, sob as bancadas de Stagg Field na Universidade de Chicago. Imediatamente, uma equipe liderada por Enrico Fermi iniciou a primeira reação nuclear em cadeia auto-sustentada. Uma chamada telefónica encriptada de Compton, dizendo "O navegador italiano (referindo-se a Fermi) aterrou no novo mundo", para Conant em Washington, DC, trouxe a notícia de que a experiência tinha sido um sucesso.

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