23/03/2019

Machismo e racismo podem ser apagados da nossa mente durante o sono




Você lembra do filme “A Origem”, em que uma ideia pode ser plantada na cabeça de uma pessoa durante o sonho? E o que você pensaria se algo assim fosse usado para exterminar de nossas mentes preconceitos como o racismo e o machismo?

Seguindo esse princípio, um estudo recente da Universidade de Northwestern, nos EUA, tentou fazer com que as pessoas “desaprendessem” ou “apagassem” de suas memórias o racismo e o machismo.
Os pesquisadores afirmam que os preconceitos, conscientes e inconscientes, podem ser desaprendidos com uso de áudios tocados enquanto as pessoas tiram um breve cochilo de 90 minutos. De acordo com o estudo, publicado na revista Science, nós subestimamos o poder da nossa mente adormecida.
Para o estudo, foram mostradas a 40 voluntários imagens com palavras que eram o oposto dos estereótipos. Por exemplo, rostos femininos ao lado de palavras como "ciência", ou rostos negros com palavras positivas, como "luz do sol. Enquanto as imagens eram exibidas, os voluntários escutavam uma música em volume baixo. No final do dia, os participantes foram convidados a tirar uma soneca de 90 minutos, enquanto escutavam o mesmo som tocado no momento em que observavam as imagens. O objetivo era de que o cérebro fizesse uma conexão com as memórias do exercício das imagens.
Os resultados mostraram que esta técnica foi capaz de produzir mudanças em preconceitos subconscientes das pessoas e reduzir os escores de preconceito sexual e racial. No entanto, estas alterações não duraram mais de uma semana. Mesmo assim, os pesquisadores consideraram o experimento muito interessantes e foi aberta uma nova possibilidade de utilizar o sono como uma ferramenta de aprendizagem. Por outro lado, é improvável que o treinamento de sono seja amplamente utilizado para reverter preconceitos porque existem fatores éticos que devem ser levados em consideração.


conteúdo
seuhistory
Medical Daily
El País

Nenhum comentário:

Postar um comentário