21/06/2019

Manuscritos provam que Da Vinci esboçou leis do atrito 2 séculos antes de elas surgirem


Professor voltou a analisar os rabiscos do gênio e descobriu que Da Vinci havia pensado no atrito em 1493, 200 anos antes da publicação das leis.
O pintor de Mona Lisa pode ter sido também o gênio que pensou nas leis do atrito. Mas isso teria ocorrido 200 anos antes dessas leis terem sido publicadas.

O professor Ian Hutchings, da Universidade de Cambridge, voltou a analisar alguns rabiscos de Da Vinci em um caderno de 1493. Outros pesquisadores já haviam classificado o caderno como “irrelevante”. Mas Hutchings descobriu que alguns desenhos e anotações tratam do que viria a ser anos mais tarde as leis do atrito.
Da Vinci chegou a descrever essa força da Física tempos depois, em 1508, mas não detalhou as leis. Ao que tudo indica, no entanto, ele já havia esboçado as ideias. A página traz o desenho de uma mulher com a inscrição “cosa bella mortal passa e non dura”, que significa “a beleza mortal passa e não dura”.
Hutchings descobriu que as inscrições estão acompanhadas de figuras geométricas puxadas por um peso que paira sobre uma roldana – exatamente o mesmo estudo que é utilizado atualmente para explicar as forças do atrito.
“O esboço e os textos mostram que Leonardo compreendeu os fundamentos da fricção em 1493”, diz o pesquisador. “Sabemos que a força do atrito entre duas superfícies que deslizam uma contra a outra é proporcional ao somatório das pressões exercidas pelas superfícies isoladas e que o atrito é independente à suposta área de contato entre as duas superfícies. São premissas da lei do atrito que normalmente creditamos a um cientista francês, Guillaume Amontons, que as desenvolveu dois séculos mais tarde”, argumentou o investigador britânico.

Abaixo, a imagem da página do manuscrito de Da Vinci:



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