27/07/2019

Que tipo de pessoa é você segundo a ciência?



No lugar de Carl Jung, o computador. Assim funcionou o estudo da Universidade Carlos III de Madri, com máquinas avaliando as respostas de 541 voluntários em diversos testes de dilemas sociais, sozinhos ou aos pares. A análise estatística digital revelou 90% das pessoas podem ser enquadradas em 4 grupos: invejosos, otimistas, pessimistas e colaborativos.

Invejosos são a maioria, 30% das pessoas. Eles estão se lixando se os resultados forem ruins, desde que terminem se saindo em situação melhor que a dos os outros. Os outros três grupos tem 20% cada. Otimistas acreditam que sempre conseguirão, com a ajuda dos outros, a melhor solução. Pessimistas acham que o máximo que podem fazer é escolher o mal menor. Por fim, os colaborativos querem trabalhar sempre juntos, não importa o resultado. Os outros 10% das pessoas não puderam ser encaixadas em nenhum grupo, nem formam um grupo coeso.

Para entender como funcionavam os testes, os cientistas deram um exemplo. É o dilema do caçador: duas pessoas podem decidir por caçar juntas ou sozinhas. Juntas, podem caçar cervos, sozinhas, apenas coelhos. Invejosos decidem caçar sozinhos porque, dessa forma, podem terminar caçando mais que o outro. Otimistas caçam juntos porque acreditam no que é melhor para ambos. Pessimistas preferem ir sozinhos porque não sabem se podem confiar no outro, poderiam acabar sem nada. Colaborativos entusiasticamente caçam juntos, mesmo que só pela companhia.

A abordagem do experimento se baseia na teoria dos jogos, uma forma matemática de avaliar comportamentos sociais, testando se as pessoas preferem ajudar as outras ou se dar bem sozinhas. Obviamente, há outras formas de classificar as personalidades das pessoas, algumas delas milenares. E sem qualquer base científica.

Só para ficar claro: quem criou essas quatro categorias foi o computador, não os psicólogos.  “Esse tipo de algoritmo de classificação foi usado anteriormente em outros campos, como a biologia”, afirma o pesquisador Jordi Duch, um dos autores do estudo. “Porém, sua aplicação no estudo do comportamento humano é revolucionária. Estudos anteriores prefixaram os comportamentos esperados antes do experimento (isto é, criaram suas próprias categorias), no lugar de deixar que um sistema externo automaticamente desse as informações de quais grupos eram mais lógicos (como fizemos).”

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Fabio Marton
super

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